Em busca de produtividade e eficiência em meio a um mercado cada vez mais competitivo, a construção civil brasileira tem apostado todas as suas fichas em tecnologias como o Building Information Modeling (BIM) ou Modelagem da Informação da Construção, que permite a “edificação virtual” de um empreendimento, reduzindo os custos e aumentando a qualidade das obras.

O BIM utiliza modelos do 3D ao 7D para planejar, projetar e acompanhar os canteiros de obras de forma mais eficiente - com uma visão 4D, por exemplo, é possível prever cada etapa da edificação em uma perspectiva tridimensional até que ela chegue ao fim. O próprio governo federal reconheceu a relevância da ferramenta para o setor ao promulgar, em 2020, o Decreto nº 10.306, que tornou obrigatório o uso da metodologia em projetos criados para as obras públicas.

O Grupo Planeta, que tem entre os seus pilares a tecnologia e a inovação, iniciou a implantação da ferramenta em 2020, sendo a primeira da região de Sorocaba a aderir à metodologia. A companhia já colhe resultados sólidos dessa transformação digital. “O BIM vem mudando a gestão de empreendimentos ao permitir que problemas sejam identificados ainda na fase de projeto, antes do início das obras. Ao integrar arquitetura, estrutura e instalações em um modelo único, a tecnologia facilita a compatibilização entre as disciplinas, reduz os retrabalhos e os desperdícios, além de aumentar a previsibilidade da execução”, explica a gerente de Projetos e Produtos, Débora Portela.

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Ainda segundo a especialista, o recurso também fortalece o controle de cronogramas e custos, oferecendo informações mais confiáveis para o planejamento, os orçamentos e as tomadas de decisão. “Na Planeta, a adoção do BIM resultou em melhora na qualidade dos projetos e na comunicação entre as equipes, com análises de protótipos virtuais que identificam, em média, 30 oportunidades de mudanças por tipologia de apartamento antes da construção”, descreve. 

Outro avanço da metodologia gira em torno da criação de uma base técnica compartilhada, que registra decisões, revisões e pendências em uma plataforma online, tornando os processos mais ágeis e permitindo o acompanhamento da evolução dos projetos por meio de indicadores. Além dos ganhos em produtividade, o BIM contribui para a sustentabilidade ao reduzir desperdícios de materiais, tempo e recursos, favorecendo soluções construtivas mais eficientes. A ferramenta também representa uma mudança na forma de desenvolver os projetos, promovendo uma atuação integrada entre todas as disciplinas e transformando a proposta em uma fonte confiável de informações durante todo o ciclo da obra.

Na Planeta, o BIM já está consolidado, sendo utilizado em 100% dos novos empreendimentos. A empresa possui modelos que reúnem informações de arquitetura, estrutura e instalações em um único ambiente, um plano que orienta a aplicação da metodologia e mais de 350 regras de compatibilização, que automatizam verificações, aumentam a confiabilidade dos projetos e permitem que as equipes concentrem esforços em análises técnicas e estratégicas. 

A ferramenta está tão consolidada no grupo que a MPC Projetos e Instalações, responsável pela aplicação da tecnologia em um dos empreendimentos da Planeta, apresentou o case do Boa Vista Square (BVS) no BIM Fórum Conference 2026, realizado recentemente pelo BIM Fórum Brasil. O evento tem abrangência internacional e a última edição contou com aproximadamente 1,8 mil congressistas. Entre os palestrantes, estiveram as principais empresas de engenharia e tecnologia, além de projetistas do setor.

O BVS, que possui cerca de 100 mil metros quadrados de área construída, distribuídos entre duas torres comerciais e quatro residenciais, contou com um projeto elétrico fundamentado no BIM, em alto nível de detalhamento, com duração média de 30 meses. A seleção do complexo como case evidenciou o reconhecimento do mercado em relação à complexidade técnica da proposta e à capacidade do Grupo Planeta em conduzir projetos de grande porte com um bom nível de maturidade.

FONTE/CRÉDITOS: OS2 Comunicação