Colocar os gastos com tintas, revestimentos, pisos e utensílios no papel, tem se tornado uma dor de cabeça para os donos de imóveis. Mesmo com o descontentamento dos itens orçados, cerca de 60% dos proprietários ainda preferem reformar seus lares, do que embalar tudo e “chamar o carreto”. 

É o que revela o relatório ‘Home Improvement’, da Market Research Future (MRF), publicado em setembro deste ano. Projetando US$ 918 bi em reformas residenciais ao redor do mundo, a tendência liderada por millennials e os recém-chegados da Geração Z apostam em ‘personalização’ como palavra-chave, embora muitos não saibam o caminho para alcançá-la. 

Preocupados com o alto orçamento e os desperdícios durante a reforma, esses moradores têm buscado o apoio e a expertise de profissionais de arquitetura, inclusive para deixar os cômodos do apê “ainda mais sua cara”. Indo além da personalização, a contratação desses especialistas pode auxiliar à reduzir o custo médio das obras consideravelmente em até 7%. 

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Atestando esse fenômeno na prática, a arquiteta e designer de interiores, Rafaela Giudice, explica que é necessário elaborar um planejamento financeiro detalhado, à fim de executar reformas em quartos, sala, banheiro e cozinha, tudo sem estresse. À frente do escritório BESPOKE DELA, a arquiteta afirma que o cliente deve saber, desde o início, quanto irá investir ao longo de toda a obra, com margem para possíveis alterações ou surpresas estruturais. 

Seguindo essa fórmula, Rafaela mostra que é possível compreender o fluxo de caixa antes de dar início ao projeto, permitindo avaliar a margem de negociação, acompanhamento da evolução da obra e tomadas de decisão com mais segurança. “Essas estratégias possibilitam ampliar ou reduzir custos em pontos focais. Em média, conseguimos uma diferença de -7% ou mais, ao final das obras, comparando com o que foi orçado inicialmente e o que foi contratado depois. Esses benefícios vêm através de um bom planejamento, independente da moradia”, revela.

Desmistificando a ideia de que só apartamentos antigos passam por intervenções, a MRF revela que 70% dos novos proprietários realizam reformas no primeiro ano dos imóveis, mesmo os recém-adquiridos. No entanto, engana-se quem se deixa levar pela euforia, sem desenvolver um plano que se adeque às necessidades de cada moradia. 

Neste cenário, a arquiteta reafirma que um dos erros mais comuns, responsável pela margem entre o valor orçado e o contratado, é elaborar a previsão de gastos sem especificações nítidas e definidas do projeto. Outra preocupação de Rafaela é antecipar à compra de materiais – pisos, revestimentos, utensílios – para prevenir surpresas, principalmente com materiais vendidos acima do valor de mercado.

“Outro ponto de impacto, e que irá auxiliar os moradores na redução dos gastos, é acompanhar às etapas durante a obra para evitar desperdícios. Em resumo, as dicas são: utilizar planilhas de acompanhamento; fluxo de caixa e relatórios semanais; acompanhar a obra (lado a lado com a planilha financeira); o projeto e todos os itens previstos. Assim, garantimos maior controle e precisão ao longo de toda a execução, sem surpresas e sem pesar o bolso dos moradores”, conclui.

FONTE/CRÉDITOS: Criativos PR | Pedro Gabriel